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Usinas de oxigênio usadas em hospitais de Manaus serão levadas para SC, diz secretário de saúde do AM

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De acordo com Marcellus Câmpelo, estado também deve auxiliar o Maranhão com empréstimo de bombas de infusão.

Três usinas de oxigênio da White Martins que estavam em operação em Manaus após o colapso no sistema de saúde local devem ser levadas para Santa Catarina. A informação foi passada ao G1 pelo secretário de saúde do Amazonas, Marcellus Câmpelo, nesta terça-feira (16).

De acordo com o secretário, 37 usinas estão em funcionamento no estado e outras unidades devem ser montadas nos próximos meses até totalizar 74 equipamentos. Além dessas 37, outras três usinas da White Martins foram desligadas após a redução na demanda do insumo. Segundo o secretário, o Ministério da Saúde fez um pedido para que as mesmas sejam encaminhadas para Santa Catarina.

“Temos a previsão de 74 usinas, no total, para serem instaladas no Amazonas, como um todo. Três dessas usinas foram instaladas pela White Martins, sendo duas na rede estadual e uma na federal. E em função da demanda que caiu muito e do estoque que a empresa nos deu para dez dias, eles [White Martins] desligaram as usinas e há uma demanda do Ministério para a transferência dessas usinas para estados que estão mais precisando nesse momento […] em princípio pediram para Santa Catarina”.

No entanto, apesar do desligamento das usinas, o secretário acredita que o estado não viverá uma nova crise de abastecimento de oxigênio. Segundo ele, o governo montou um plano de contingência para monitorar o consumo em comparação com a ocupação de leitos.

“O que nós estamos verificando hoje é uma queda abrupta do consumo. Mas nós estamos, com sistemas, controlando isso. Quando a White Martins desliga uma usina, ela garante ao Governo o fornecimento do oxigênio. […] Estamos elaborando agora um plano de contingência, monitorando o consumo versus ocupação de leitos. Isso vai fazer com que consigamos nos antecipar para evitar o que aconteceu no passado”.

Ainda segundo Câmpelo, outros estados estão também solicitaram ajuda ao governo do Amazonas, como é o caso do Maranhão.

“O Maranhão pediu ajuda para bombas de infusão. Fazemos a análise e verificamos que podemos fazer essa ajuda, porque é um empréstimo de ida de volta. Isso mostra que o SUS é único”, resumiu.

Oferta de leitos

O secretário de saúde falou ainda sobre a operação que vai oferecer leitos para pacientes de outros estados na rede pública do Amazonas. A ação seria como uma espécie de agradecimento, após 18 estados do país receberem doentes locais com o colapso do sistema de saúde.

Ao todo, o Amazonas já recebeu quatro pacientes vindos de Rondônia e está à espera de outros dois, que serão transferidos do Acre. Cerca de 12 leitos já foram disponibilizados para os dois estados.

“O que nós tivermos de disponibilidade, vamos descontar a fila ou a necessidade de internação no Amazonas acrescido de uma taxa de 20%, que é a taxa de evolução de pacientes de leitos clínicos. E aí sim, o que sobrar, vamos disponibilizar para os demais estados brasileiros. Isso é feito diariamente, toda manhã, com atualização dos leitos. Fazemos essa conta e disponibilizamos”, explicou.

Em relação à espera por um leito no estado, segundo o boletim epidemiológico desta segunda-feira (15), ao todo, a fila para leitos de UTI em unidades públicas de saúde em Manaus é de uma pessoa e, no interior, nove pessoas. Aguardam leitos clínicos públicos 6 pessoas em Manaus e 14 no interior do estado. Em relação à rede privada, três pessoas aguardam leitos clínicos e duas, leitos de UTI, em Manaus.

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