Brasil é destaque internacional. O maior jornal da Inglaterra, o The Guardian, classificou nesta terça-feira (10), o Brasil governado por Bolsonaro como “república de bananas”.  Conforme o historiador Luis Ortega, da Universidade de Santiago do Chile, o termo “república de bananas” é usado de forma pejorativa para se referir a países de governos corruptos e fracos, cuja economia é marcadas pela monocultura, e dependente de empresas estrangeiras, em sua maioria dos EUA, que têm o poder de influenciar as decisões nacionais.

O assunto é um dos mais comentados do Twitter nesta tarde.

“Desfile militar da República de bananas de Bolsonaro é condenado por críticos”, diz o título da matéria. “Tanques armados passam pelas ruas de Brasília enquanto o congresso se prepara para decidir sobre planos de mudar o sistema de votação no Brasil”.

A matéria fala sobre a decisão de Bolsonaro que vem sendo criticado por mandar veículos de combate às ruas em um raro desfile militar no momento em que a Câmara vota na PEC do voto impresso, nesta terça-feira, 10.

O desfile militar foi considerado uma ameaça à democracia, na tentativa de pressionar pelo voto impresso, e na publicação, o jornal lembra que não há precedentes deste tipo de ato desde que a democracia foi restaurada em 1985, após os anos de ditadura militar.

“O ato teria sido ordenado por Bolsonaro na última sexta-feira e aconteceu no mesmo dia que membros do congresso estavam agendados para votar nos altamente controversos planos de mudar o sistema de votação brasileiro, apoiados por Bolsonaro”.

“Também é seguido de uma sucessão declarações anti-democráticas e incendiárias do presidente do Brasil, um ex-capitão do exército de mentalidade autoritária, que disse que as eleições presidenciais do próximo ano podem não acontecer se as mudanças não forem aprovadas.”.

O jornal ainda ressaltou uma notícia falsa compartilhada pelo deputado bolsonarista Otoni de Paula, que comemorou o desfile de tanques usando imagens de veículos chineses em Pequin, em 2019. “Para elevar o nível do absurdo”, pontuou.

 

 

 

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