As ações realizadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), na capital e no interior, foram tema das palestras apresentadas no segundo dia do VIII Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas. O evento, encerrado nesta quarta-feira (28) à noite, tem como objetivo fortalecer e alinhar as ações de melhoria da assistência em saúde pública em todo o estado.

 

O congresso é uma realização do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), o primeiro em meio à pandemia e contou com a participação de mais de 50 secretários de saúde do interior e da capital.

 

O diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Cristiano Fernandes, abriu a rodada de palestras vespertinas, apresentando um panorama da vigilância no estado no contexto da pandemia e da vacinação contra a Covid-19.

 

O diretor ressaltou ainda que o congresso é um espaço importante para discussão das políticas públicas do estado, e principalmente para expor o desafio enfrentado pelos municípios em relação à pandemia de Covid-19.

 

“É uma oportunidade de socializar, falar da missão da FVS e ouvir os secretários municipais, suas demandas, suas dificuldades e realidade de cada município, principalmente levando em consideração a campanha de vacinação contra a Covid-19. A gente chegou em uma etapa importante, com vários municípios vacinando acima de 18 anos, então é uma oportunidade de dividir um pouco as experiências para que a gente consiga fortalecer o SUS (Sistema Único de Saúde) no estado do Amazonas”, disse Cristiano Fernandes.

 

A estrutura operacional das redes de atenção em saúde do estado, a atenção primária e vigilância, bem como os focos principais das linhas de cuidado, foram destaques da apresentação da secretária executiva adjunta de Políticas em Saúde da SES-AM, Nayara Maksoud.

 

“A Secretaria do Estado do Amazonas trouxe ao congresso uma apresentação de como a rede de saúde está organizada no estado, quais as necessidades, quais os caminhos para avançar e também aproveitar para abordar a regulação, abordar as redes temáticas, abordar o telessaúde, mostrar a estrutura que está à disposição dos municípios do interior e, junto com eles, nós discutirmos para avançar ainda mais na melhor da capacidade instalada da saúde do estado”, disse Nayara, lembrando que boa parte dos secretários assumiu a pasta em 2021, sendo uma boa oportunidade para compartilhar conhecimentos e experiências sobre a rede de saúde do Estado.

 

Redes e projetos – Os secretários municipais puderam observar como está estruturada a rede materno-infantil no estado, por meio do programa Rede Cegonha, a rede de urgência e emergência com a ampliação e habilitação dos leitos de UTI e UCI, a estrutura dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) nos municípios, do Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz (CRDQ) e o Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro (CPER) na capital, além da rede de atenção à pessoa com deficiência por meio da implantação dos Centros de Reabilitação (CER) nos municípios e toda a linha de cuidado das pessoas com doenças crônicas.

 

Complementando a apresentação da secretária, o coordenador estadual de regulação, Felizardo Monteiro, e sua equipe, demonstraram para os secretários como funciona toda a rede de assistência e transferência de pacientes do interior e o sistema de regulação para agendamento de consultas especializadas na capital.

 

Os secretários municipais receberam, ainda, palestras sobre estrutura da rede de urgência e emergência da capital, o plano anual de saúde do estado e o projeto Telessaúde, que oferta teleconsultas realizadas por médicos do Hospital Israelita Albert Einstein (Hiae).

 

O secretário executivo de assistência do Interior, Cássio Espírito Santo, encerrou o congresso com uma apresentação do projeto Saúde nas Calhas, um dos focos principais do Programa Saúde Amazonas.

 

Entre os projetos apresentados, estão a Clínica da Mulher no interior, voltados para o diagnóstico precoce de câncer de mama e útero; a Farmácia Verde, que prevê a implantação de hortas de plantas medicinais; a finalização das obras do hospital em Santo Antônio do Matupi, em Manicoré; o programa Mais Saúde no Interior, que vai contratar mais profissionais de saúde para atuarem integralmente no interior; e a implantação dos leitos de UTI nos municípios polos.

 

“Na Secretaria de Estado de Saúde, a gente vem fazendo um trabalho muito intenso nos municípios do interior, estamos deixando um legado da pandemia. Saímos de 55 respiradores para 237 respiradores, usinas de oxigênio, leitos de UCI e toda uma rede melhor adequada à saúde do paciente. A gente vem ampliando as ações com o Saúde Nas Calhas, colocando médico nos polos, melhorando e reformando unidades, instalando UTIs, deixando um legado para a população do interior do Amazonas, não só de saúde, mas também de esperança”, finalizou o secretário.

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