AMAZONAS Um grupo de professores protesta, na manhã desta terça-feira (21), em frente à sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), na Avenida André Araújo, em Manaus, contra decisão do judiciário que determinou a suspensão da greve da categoria e, ainda, aplicação de multa diária é de R$ 20 mil em caso de descumprimento. No Amazonas, o movimento grevista teve início há pouco mais de um mês.

Os profissionais pedem reajuste de 15%. No dia em que iniciou a greve, a proposta do governo era 3,93%. A categoria reivindica também auxílio localidade de R$ 167 a professores que moram na sede do município e R$ 200 para os que moram nas comunidades. No dia 10 de maio, o Estado apresentou contraproposta de 4,73%.

Em frente ao judiciário, professores levaram faixas, cartazes e gritavam palavras de ordem. O ato chegou a afetar a passagem de veículos na Avenida André Araújo em alguns momentos.

Duas frentes sindicais organizam os protestos e respondem pela greve: os sindicatos dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom). Os dois grupos pedem o mesmo valor de reajuste.

Em abril, foi determinada a suspensão do indicativo de greve. A pena diária é de R$ 20 mil.

O que diz o Governo?

A Seduc apresentou a contraproposta final aos profissionais da educação, com reposição salarial de 4,73% mais reajuste de auxílios alimentação e localidade, em percentuais de até 233%, e a ampliação do vale-transporte dos professores que cumprem 40 horas.

O Governo pontua, ainda que esse é o “limite máximo do que pode oferecer à categoria em 2019, sob pena de comprometer o pagamento de todos os servidores e o bom funcionamento dos serviços públicos”.

Ainda em relação ao Governo, foram realizadas 18 reuniões entre as secretarias de Educação, Fazenda, Casa Civil e Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) e os profissionais em greve.

Inicialmente, foi apresentada a proposta de reposição salarial com base na inflação dos últimos 12 meses em percentual de de 3,93% e garantiu o pagamento das progressões verticais e horizontais. Após negociação com os professores e análise de estudos da categoria, houve a incorporação das perdas residuais referentes ao período de 2015 a 2018 em percentual de 0,81%.

Ainda durante as negociações, ao oferecer a contraproposta que garante a reposição salarial de 4,73% incluindo as perdas residuais; dobrar o valor do auxílio localidade para os professores do interior; ampliar o vale transporte para professores de 40 horas; e garantir o pagamento das progressões verticais e horizontais, o Estado disse que atingiu o limite máximo do que pode oferecer à categoria em 2019.

Na terça-feira (15), o governador Wilson Lima encaminhou o Projeto de Lei (PL) com a reposição salarial e o pagamento do auxílio localidade para a Aleam. O objetivo é acelerar o pagamento daquilo que a Lei permite e que já está garantido.

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