O Amazonas bateu neste domingo (3) o recorde de internações diárias desde o início do coronavírus (covid-19). Foi o que divulgou a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), órgão do Governo do Estado, diante de 159 pessoas internadas de sábado para ontem.

Esse número, portanto, supera os 105 hospitalizados em um único dia no pico da pandemia no estado, de abril a maio.

Conforme a FVS, o Amazonas tem hoje 1.338 pacientes de coronavírus hospitalizados em Manaus. Desses, 810 (60,5%) estão na rede pública. Portanto, 528 (39,5%) em hospitais privados.

Apesar dessa pressão por atendimento, que voltou a crescer com o fim das medidas restritivas, a rede pública está melhor preparada para uma resposta, segundo o governo.

Segundo o secretário de Saúde, Marcellus Campelo, no primeiro pico da pandemia a cidade estava em quarentena. E isso ajudou a reduzir as internações por outras causas. Por exemplo, os acidentes de trânsito e de vítimas da violência.

“Agora, estamos atendendo covid-19 e outras causas ao mesmo tempo. Ainda estamos realizando cirurgias eletivas e fazendo os movimentos necessários para otimização desse atendimento”.

Antecipação de providências

Além disso, Campelo acrescenta que o Amazonas se antecipou ao recrudescimento da doença e organizou a rede hospitalar para este momento.

“Estamos no movimento continuo de reorganização da rede para abrir leitos covid-19. Mas, esperamos que a população também nos ajude evitando aglomeração, usando máscara ao sair e mantendo os outros cuidados como a lavagem das mãos e o uso de álcool gel”.

De acordo com o secretário, o plano de contingência foi preparado desde outubro passado, quando o governo previu que a doença voltaria a atacar. Principalmente, com as movimentações do período eleitoral.

Dessa maneira, o estado vem ampliando o número de leitos, especialmente os de UTI, para os casos graves de coronavírus.

Além disso, o período do inverno no Amazonas, com muitas chuvas, traz as gripes e viroses, chamadas de síndromes respiratórias agudas graves.

Conforme a SES, em dois meses foram abertos 581 leitos exclusivos para coronavírus na rede pública. Assim, esse número saiu de 457 para os atuais 1.038, um acréscimo de 127,5%. Desses, 409 foram implantados nos últimos dez dias.

O governo federal tem colaborado com o estado, segundo a SES. Nos últimos dois meses, portanto, enviou ao Amazonas 150 respiradores e 80 monitores. Além disso, o estado conta com consultoria do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, na reorganização do fluxo de atendimento.

Espaço exclusivo à covid

Outra providência do Governo do Estado, afirma o secretário, é esvaziar os prontos-socorros da capital com cirurgias ortopédicas à noite. Em um mês, desde outubro, foram 250.

A abertura dos chamados leitos de retaguarda em hospitais gerais e conveniados para pacientes de outras doenças também ajudam na disponibilização de espaço para o coronavírus.

*BNC

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