Na madrugada do último domingo (13/09), Eduardo Michiles, 36, teve o apartamento alvejado por disparos de arma de fogo, que teriam sido feitos por um cabo da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM). O caso aconteceu após ele reclamar do barulho de uma festa, dentro de um condomínio na zona oeste de Manaus.

De acordo com a Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública, foram abertos dois procedimentos, um Inquérito Policial e um Inquérito Policial Militar (IPM) que é de regime interno, para que sejam feitas as apurações das denúncias. O policial militar foi ouvido na sede da Corregedoria e se reservou ao direito de permanecer em silêncio. Já foram ouvidas a vítima e testemunhas. Perícias foram requisitadas para a arma supostamente utilizada no delito e no local do fato.

“Eu nunca o vi na minha vida e não o conheço. Eu acionei a síndica às 0h21 e por volta de 01h20, aproximadamente, foi quando ocorreram os disparos contra o meu apartamento. Tudo isso por eu ter reclamado do barulho, já que no regime interno, está escrito que só é permitido o uso da área de lazer até meia-noite”, disse Eduardo.

Em um vídeo, a vítima mostra que o local atingido pelos disparos de arma de fogo foi o quarto do filho dele, de dois anos de idade, que na hora do ocorrido, estava no quarto dos pais. No quarto da criança há marcas dos disparos na parede, teto, e até um espelho foi atingido, ficando os estilhaços no chão.

“Eu tive muito pânico e terror quando descobri que se travava de uma pessoa que é paga para nos proteger. Eu tive medo em saber que um criminoso desses é Policial Militar”, completou.

Em nota, a Polícia Militar do Amazonas ressaltou que não compactua com atos que contrariem a lei e a ordem e reiterou seu compromisso com o dever de servir, proteger e preservar os direitos individuais e coletivos. A Polícia Militar do Amazonas informou ainda que, ao tomar conhecimento das acusações, instaurou um Procedimento Administrativo pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), da corporação.

Eduardo Michiles saiu com a família do condomínio, por temer mais violência por parte do policial. Ainda segundo a vítima, o filho está traumatizado, reproduzindo com frequência o barulho dos tiros.

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