Desde última terça-feira (03/11), o estado do Amapá enfrenta o maior apagão de energia elétrica da histórico. Mais de 700 mil pessoas, em 13 dos 16 municípios do estado estão sofrendo com a falta de energia, água e combustíveis. A  privatização é apontada como sendo uma das responsável pela situação.

De acordo com informações da reportagem de Rosely Rocha, publicada por Carta Campinas, a empresa responsável pelo fornecimento de energia no Amapá, é a espanhola Isolux. A empresa já tem histórico de maus serviços prestados em outros países. No entanto, quem está fazendo o conserto são os trabalhadores da Eletrobrás. Trata-se da estatal que o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) quer privatizar.

O grupo multinacional que controla a concessionária Linhas do Macapá não conseguiu resolver o problema. A partir disso, pediu socorro para os trabalhadores da Eletrobrás.

A estatal brasileira está enviando técnicos dos estados do Pará, Maranhão e Rondônia para ajudar no reparo. O problema é que nem um gerador substituto, nem peças de reposição, a Isolux possui no local.

“O que acontece no Amapá pode acontecer em outros lugares. Bolsonaro e ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque vêm dizendo que a Eletrobras não tem capacidade de investimento, e apostam na privatização, só que na hora em que acontece um acidente como este são os técnicos da Eletrobras que são convocados para prestarem socorro à empresa internacional porque ela não tem capacidade para resolver o problema”, alerta Wellington. Ele também é funcionário da Eletronorte, do holding Eletrobras.

Falta de capacidade técnica

Segundo o dirigente, a Isolux não tem capacidade técnica. Além disso, a empresa não trabalhadores em números suficientes para manutenção, nem recompor a energia em pouco espaço de tempo. Dessa forma, os técnicos da Eletrobras foram chamados para prestar socorro.

O presidente do Sindicato dos Ubanitários do Amapá (STIU-AP), Jedilson Santa Bárbara de Oliveira, critica ainda o desmonte da Eletronorte no estado.

Segundo ele, a empresa tinha no estado do Amapá, 220 trabalhadores em 2007. Mas com a sanha privatista de Michel Temer (MDB-SP), hoje conta com apenas 110 trabalhadores.

“Oito técnicos da Eletrobras de outros estados que estão ajudando nos reparos são considerados dispensáveis pela empresa por terem muito tempo de casa e estão prestes a se aposentar. A empresa quer incentivar a demissão de trabalhadores experientes por meio de PDVs, mas na hora que mais precisa, são eles que são chamados. As mil demissões que a Eletrobras quer fazer são para baratear os custos para privatizar e entregar ao capital internacional mais uma empresa brasileira superavitária. A Eletrobras teve um lucro no último ano de R$ 20 bilhões”, denuncia Jedilson.

Deixe uma resposta