O cabo da Polícia Militar Elson dos Santos Brito e os colegas de profissão, os cabos Jairo Oliveira Gomes, Cosme Moura Souza, Narcízio Guimarães Neto e o soldado Júlio Henrique da Silva Gama, foram denunciados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério Público Estadual do Amazonas (MPE-AM), por serem suspeitos do assassinato da soldada do Batalhão Ambiental da PM Deusiane da Silva Pinheiro, morta com um tiro na cabeça, no dia 1º de abril de 2015, na base flutuante do batalhão, na Zona Oeste.

Com informações de familiares da vítima, Deusiane e o cabo Elson mantinham um relacionamento amoroso e, por não aceitar o fim do namoro, o cabo tirou a vida da soldado. O caso já havia sido encaminhado à Diretoria de Justiça e Cidadania da Polícia Militar do Amazonas (DJC/PMAM), que pediu arquivamento do processo por falta de provas que indicassem homicídio.

Desde o dia do assassinato, Elson e os outros policiais aderiram à versão de que a soldada havia cometido suicídio, fato este indicado no laudo técnico científico da equipe do perito criminal Ilton Soares.

“A equipe composta por três peritos analisou a cena do crime e usou técnicas modernas de perícia, fez reconstituição e não encontrou nenhuma evidência de homicídio, tornando essa hipótese remota. E, provavelmente, o MPE desconsiderou a peça mais importante do inquérito que é o laudo técnico científico da perícia”, disse.

No entanto, consta na denúncia produzida pelo promotor de Justiça Edinaldo Aquino Medeiros, titular da 17ª promotoria de Justiça, que o cabo Elson foi quem efetuou um disparo na cabeça de Deusiane.

“Flui nos autos que o denunciado Elson e a vítima mantinham um relacionamento conturbado, após o cabo reatar o namoro com sua ex-companheira Lídia, ao mesmo tempo que desejava manter a relação com a vítima, que por sua vez, não aceitava o triângulo amoroso. Deusiane e Lídia se encontraram e entraram em luta corporal, causando hematomas nas vítimas. Desde então, Deusiane decidiu terminar o relacionamento e o cabo Elson passou a ameaçar a vítima”, afirmou.

 

Fonte: Em Tempo

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