Segundo os registros do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Manaus, constam 654 óbitos por causa indeterminada ocorridos entre os meses de abril – pico da pandemia na capital do Amazonas – e junho deste ano. Destes, 107 já foram analisados e 547 ainda aguardam investigação.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explicou que as mortes que forem confirmadas pelo coronavírus não vão afetar os dados atuais referentes à Covid-19 em Manaus. Ele destaca que qualquer variação que haja, será apenas no acumulado de casos.

“Não são novas mortes por Covid-19, são óbitos anteriores cuja causa não estava definida com exatidão. Se houver aumento, será no acumulado”, afirma.

A partir dos resultados de um projeto-piloto, iniciado em julho, a equipe do Cievs/Manaus realizou 107 investigações, das quais 43 foram qualificadas, sendo 27 alteradas para Covid-19 e 16 descartadas; outras 27 estão sendo revisadas; e 37 não tiveram os endereços localizados pela equipe.

Nas últimas 24h, o Amazonas registrou 815 novos casos de Covid-19 e mais 4 mortes pela doença, conforme boletim epidemiológico desta quarta-feira (12), divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O total de casos confirmados em Manaus chegou a 108.920 e o número de pessoas que morreram com a doença subiu para 3.417, já que outras 8 mortes ocorridas em meses passados foram reclassificadas como Covid-19.

As análises fazem parte de uma estratégia, apresentada nesta quarta-feira (12), para concluir a investigação de reclassificação de óbitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não especificada, com base nos novos critérios de encerramento estabelecidos na revisão do Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, divulgado no dia 6 deste mês.

 

 

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