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Atitudes de curiosos em locais de crime pode prejudicar coleta de vestígios

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Aglomeração e movimentação de curiosos e da população em geral nas cenas de crimes podem provocar falhas nas coletas de vestígios como as manchas de sangue e pelos humanos, por exemplo, e, consequentemente, causar a alteração de dados e informações que podem ajudar a esclarecer os crimes contra a vida.

Por isso, uma das primeiras medidas tomadas pelas autoridades policiais quando chegam até o local do crime é realizar o isolamento da área, bem como, reforçar a conscientização, por parte dos populares, de que estes também tem a obrigação moral de manter inviolados os vestígios existentes nas cenas de homicídios.

É crime de fraude processual adulterar a cena, resquícios e objetos do local com o objetivo de encobrir o autor de um ato criminoso, atrapalhando e interferindo no trabalho policial e pericial. A infração está prevista no artigo 347 do Código Penal Brasileiro, com pena prevista de 3 meses a 2 anos e multa.

Apetrechos

Para encontrar provas e desvendar os culpados por crimes de homicídio e latrocínio, por exemplo, os peritos de crimes contra a vida utilizam uma série de apetrechos e utensílios.

Entre os quais se destacam os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), ou seja, luvas, máscaras, macacões de bioproteção, calçados fechados e impermeáveis. Devido ao trabalho pericial também exercer função de cunho policial, são utilizados utensílios como coletes balísticos, luzes forenses, máquinas fotográficas e GPSs.

Atuação essencial

O perito do Instituto de Criminalística Lorena dos Santos Baptista (IC-LSB), Mahatma Porto, explica as ações desse tipo de perícia especializada quando chegam até a cena do crime e a importância desse trabalho para a descoberta de infratores.

“O perito criminal se ocupa da coleta de dados objetivos do local, ou seja, dos exemplos materiais, observações técnicas e abordagens científicas dos fatos investigados. São exemplos de informações o modus operandi usado pelo infrator para cometer o delito, suas impressões digitais ou perfil genético”, exemplifica Mahatma.

Além disso, também são avaliados e estudados o armamento utilizado pelo homicida no crime e ferimentos eventualmente produzidos durante confrontos do assassino com a vítima.

Ainda de acordo com o perito, este trabalho é de extrema importância, pois os exames e laudos periciais ajudam a dar convicção acerca do que aconteceu em determinado local, ou, no mínimo, a exclusão de suspeitos, impedindo deste modo, a influência de qualquer narrativa inverídica, produzindo laudos sempre com imparcialidade.

“A perícia ajuda a montar as peças dos quebra-cabeças de forma técnico-científica, provendo à autoridade julgadora certeza na hora de aplicar a justiça”, finalizou.

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