Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid-19, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (23/09), a taxa de desocupação no Amazonas subiu para 17,9% no mês de agosto. No total, 286 mil pessoas em idade de trabalhar estavam desocupadas no Amazonas, no mês de agosto, contra 265 mil registradas em julho, conforme o levantamento.

De acordo com os dados da PNAD Covid-19, foram estimadas, no Amazonas, cerca de 4 milhões de pessoas. Na população residente, 2,99 milhões tinham 14 anos ou mais de idade, ou seja, estavam em idade de trabalhar. A população na força de trabalho era de 1,6 milhão. Entre esses, 1,31 milhão eram pessoas ocupadas e 286 mil, desocupadas. A população fora da força de trabalho ficou estimada em 1,39 milhão.

Com os dados, a taxa de desocupação no Amazonas subiu de 17,0%, em julho, para 17,9%, em agosto. Assim, a taxa de em agosto cresceu 0,9 pontos percentuais em relação a julho, e 5,9 pontos percentuais em relação a maio. A taxa de participação na força de trabalho de agosto aumentou em relação a julho (52,1%) chegando a 53,5%. Já o nível de da ocupação subiu de 43,2%, em julho, para 44,0%, em agosto.

Com a taxa de desocupação de 17,9%, registrada em agosto, o Amazonas foi a unidade da federação com a terceira maior taxa de desocupação, segundo o estudo. As maiores taxas, além do Amazonas, são: Maranhão (18,1%), Bahia (18,1%) e Amapá (17,3%). As menores taxas foram as de Santa Catarina (8,2%), Rondônia (9,0%) e Rio Grande do Sul (9,9%).

Já o número de pessoas que estavam na força de trabalho e as pessoas não ocupadas que não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar foi de 2,28 milhões, conforme a PNAD Covid-19. O número de pessoas não ocupadas que não procuraram trabalho por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade mostraram tendência de queda, de 560 mil, em maio, para 446 mil pessoas, em agosto.

Os dados mostram que ainda há tendência de aumento do número de pessoas desocupadas no Estado, segundo o IBGE. Entre maio e agosto, houve aumento de 107 mil pessoas a mais, que procuravam, mas não tinham emprego.

Pessoas desocupadas 

Na semana de referência de agosto de 2020N, no Amazonas, havia 1,31 milhão de pessoas ocupadas, segundo os dados do IBGE. Entre elas, 474 mil (36,0%) eram pessoas que trabalhavam por conta própria, 319 mil (24,3%) pessoas ocupadas no setor privado e com carteira assinada e 147 mil (11,2%) eram militares e servidores estatutários.

Em relação ao trabalhador doméstico, a maioria desses eram trabalhadores sem carteira assinada (42 mil pessoas). Em agosto, 116 mil pessoas estavam ocupadas como empregados no setor privado sem carteira assinada e 104 mil pessoas estavam ocupadas como trabalhador familiar auxiliar.

Em relação ao grupamento por atividade, do total de pessoas ocupadas em agosto, no Amazonas, 269 mil pessoas estavam ocupadas na Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, 197 mil pessoas ocupadas Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 191 mil pessoas ocupadas no Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas e 124 mil pessoas na indústria geral; sendo que desses, 106 mil pessoas na indústria de transformação.

Ainda conforme a PNAD Covid-19, o setor do comércio já havia apresentado número de pessoas ocupadas maior do que o primeiro mês da pesquisa, em maio de 2020 e, no mês de agosto, houve uma nova alta e superou o número de pessoas ocupadas registrado de julho em 11 mil pessoas.

Das 1,31 milhão de pessoas ocupadas em agosto no Amazonas, 668 mil pessoas estavam ocupadas na informalidade, superando os meses de maio (641 mil pessoas ocupadas) e julho (652 mil pessoas ocupadas). Os números, segundo o levantamento, revelam que mais da metade das pessoas ocupadas (50,4%) estavam na informalidade, no Estado.

No Amazonas, do total de pessoas ocupadas em agosto, 116 mil permaneciam ocupadas e afastadas, o menor número registrado desde o início da pesquisa quando 367 mil pessoas estavam no cenário, em maio de 2020).

No Amazonas, foi verificado que entre os ocupados que estavam afastados do trabalho, 116 mil pessoas, aproximadamente 44 mil pessoas deixaram de receber remuneração do trabalho e 72 mil pessoas continuaram a receber a remuneração ou já eram não remunerados.

Das 1,29 milhão de pessoas ocupadas no Amazonas, 1,2 milhão não estavam afastadas do trabalho que tinham. Dessas, 62 mil trabalharam na forma remota, ou seja, 5,2% do total da população ocupada e não afastada do trabalho.

*Informações do G1

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