Doze municípios do Amazonas recebem, nesta quinta-feira (17), um reconhecimento público do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef), após cumprirem metas de matrícula e rematrícula de crianças e adolescentes na rede pública de ensino entre os anos de 2017 e 2020.

Na semana passada, sete municípios do Amazonas já tinham sido certificados com o Selo Unicef. A iniciativa reconheceu avanços na garantia dos direitos de crianças e adolescentes na Amazônia Legal brasileira.

Já o reconhecimento desta quinta-feira é voltado apenas para a área da educação.

Os municípios que receberão o reconhecimento são: Benjamin Costant, Borba, Caapiranga, Carauari, Envira, Humaitá, Iranduba, Manaquiri, Maués, Novo Aripuanã, Presidente Figueiredo e Urucurituba. Além dessas, outras 636 em toda a Amazônia Legal e no semiárido também serão reconhecidas.

Segundo o oficial da educação do Escritório da Unicef em Manaus, Sidney Vasconcelos, 1.186 crianças voltaram para as escolas neste período:

“Cada município tinha uma meta de matrículas e rematrículas a partir do Censo Escolar, realizado pelo Ministério da Educação. Esse censo mapeia o número de crianças que foram matriculadas no ano anterior e que não foram localizadas no sistema público no ano seguinte. O ano base utilizado foi o de 2017, do qual foram propostas as metas que usamos até agora”, explicou.

De acordo com o dirigente, diversos fatores podem influenciar no número de estudantes não-localizados pelas secretarias municipais, como, óbito e mudança de domicílio. A pandemia também pode ter sido um fator determinante para uma queda no número de crianças e adolescentes com vínculo escolar. Para mapear os dados, a Unicef usou o sistema de escuta ativa.

“Essa escuta ativa foi executada pelas próprias escolas, que tem um papel fundamental nisso, seja com ações de campo, ou de execução. Elas fazem essa ponte conosco, também. E nesse trabalho de mapeamento usamos a tecnologia, mas também sabemos que esse é um recurso é limitado no Amazonas. Por isso, muitas escolas apostaram na entrega de materiais e alimentação, e isso foi determinante para identificar, inclusive, crianças que perderam o vínculo com as escolas neste período e tentar reverter esse quadro”, explicou.

*G1

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